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Reabertura de fábrica de vinil dá novas expectativas ao mercado de música brasileiro



Felipe Garcia

Do Jornalismo em Posts 

A Polysom, a última produtora nacional de vinis que havia sido fechada em 2008, foi comprada pelo atual presidente da gravadora Deckdisc, João Augusto. A empresa que havia sido desativada, segundo rumores da época, por falta de demanda e de apoio prometido pelo Ministério da Cultura, pretende prensar cerca de 40 mil vinis no Brasil até o final deste semestre. Retomando o mercado nacional, a empresa aposta na volta gradativa dessa tendência e na demanda dos colecionadores e consumidores assíduos de música.

 

Segundo João Augusto, a Polysom vai ser reativada por uma demanda que tem se mostrado crescente no mercado “Achamos que a Polysom merecia uma nova chance e que havia um mercado ainda desejoso do formato. Além disso, havia um forte desafio e nós topamos entrar nele”.

 

O que pode aquecer ainda mais o setor varejista é exatamente a promessa da volta do LP que, com o mercado de colecionadores, de acordo com Rodrigo de Castro, responsável pelo setor de CDs e DVDs da Livraria Cultura, tem aumentado as vendas em relação ao ano passado. “Não dá pra falar que o vinil é uma brincadeira, mesmo se tratando de um nicho ele é um segmento bastante importante para a Livraria Cultura, um segmento de resgate mesmo. Principalmente pelo publico que ele atinge. Então a gente já deve estar esse ano com números que apontam um crescimento de 30% na venda do vinil em relação ao ano passado e devemos fechar o ano com um saldo bastante positivo”, disse.

 

Após três anos de retração no mercado de música brasileiro, que vinha demonstrando que cada vez mais a mídia de CD estava perdendo espaço, a situação está mudando. Segundo os dados da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos), o ano de 2008 fechou com crescimento nas vendas de 6,4%, sinalizando uma expansão. O número, porém, ainda fica a desejar em relação ao do consumo de música digital que fechou, no mesmo período, com um crescimento de 70%, aproximadamente.


Segundo Leonardo Ganem, presidente da Som Livre, um dos fatores principais que explicam um pouco dessa reviravolta no mercado é exatamente o barateamento dos CDs e o trabalho com a segmentação dos públicos, paralelamente com a internet. Mesmo não acreditando na volta do vinil, ele aposta na força que o consumidor de musica em geral possui. “Você tem hoje uma quantidade de plataformas à disposição do consumidor, e o vinil vai ser mais uma. Esse nicho vai agradar aqueles aficionados por musica e que querem a coleção e tem realmente um prazer maior na experiência do vinil do que nas experiências digitais”, declarou.

Ouça entrevista com Rodrigo de Castro




 Escrito por Professor às 11h19
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Evento em Indaiatuba destaca campanha nacional para doação de órgãos e tecidos



Juliana Felzke
Do Jornalismo em Posts

Da Praça Prudente de Morais, em Indaiatuba, saíram 20 novos voluntários para a doação de órgãos e tecidos. Esse foi o resultado da ação da ONG Grupo de Atuação Brasileiro para Realização de Transplantes Infantis e Estudos do Tubo Neural (Gabriel) na 11ª Campanha Nacional, realizada no dia 3 de outubro.

É o 5º ano consecutivo que a entidade realiza esse evento no município. Cerca de cem pessoas apareceram no local para fazer avaliação da pressão arterial e teste de glicemia, oferecido pela ONG Sempre Amigos (assista o vídeo abaixo).

Ainda nesse mês, a ONG Gabriel vai realizar um ciclo de palestras que pretende tirar dúvidas sobre como prevenir e tratar as doenças renais crônicas, tema da campanha deste ano. Criada em 1999 na capital paulista, a ONG está em Indaiatuba desde 2005. O objetivo principal é conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.

A organizadora do evento e diretora da ONG Gabriel, Maria Inês Carvalho, disse que parte do medo em torno da doação de órgãos se dá por falta de informações. Ainda hoje muitos acreditam que a doação deixará a pessoa deformada e que o velório não poderá ser realizado. Ela destaca que não há fundamento para esses temores, porque a remoção dos órgãos e tecidos é uma cirurgia como outra qualquer e o doador pode ser velado normalmente.

Um doador de órgãos pode beneficiar até 25 pessoas. No entanto, o número de transplantes no Brasil é considerado insatisfatório. De 2005 a 2007 houve uma queda no número de doações.  Apenas voltou a crescer quando a mãe da estudante Eloá Pimentel, que tinha 15 anos quando foi assassinada pelo namorado, em 2008, optou pela doação dos órgãos da vítima.

A doação não está relacionada exclusivamente com a morte. Pessoas saudáveis podem doar, vivas, parte do pulmão, um dos rins, parte do fígado, além da doação de medula óssea e de sangue. Hoje no Brasil a maior demanda é por doadores vivos. Recentemente, o País atingiu a marca de um milhão de pessoas cadastradas como doadoras de medula óssea. Porém esse número ainda é insuficiente. Atualmente existem mais de 70 mil pessoas esperando na fila por um transplante.

Prevenção
O tema escolhido pela Gabriel, que será trabalhado até a próxima campanha, em 2010, foi “Prevenção das Doenças Renais Crônicas”, que hoje são responsáveis por uma das maiores filas de espera na lista de transplantes. 

Uma das principais doenças causadora de lesões renais é a diabetes. Por isso a campanha enfatiza a identificação da doença enquanto ainda é possível administrá-la por meio de dieta e de aplicação de insulina. Sem tratamento, a diabetes pode levar à perda da função renal e pancreática.

A
hipertensão é outro problema que pode levar a doenças renais. Como de 10 a 15% da população brasileira sofre desse mal é sempre importante ter uma dieta balanceada e praticar exercícios físicos regularmente. Muitos dos pacientes que estão na fila de transplantes não precisariam recorrer a esse recurso se tivessem tido mais informações sobre tratamentos e fossem ao médico regularmente.



 Escrito por Professor às 10h09
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Museu do futebol comemora um ano e coleciona elogios de fãs do esporte



Ingrid D'Elboux
Do Jornalismo em Posts

Serviço
Local: Estádio do Pacaembu, Praça Charles Miller, S/N. São Paulo/SP. (confira no Google Maps)
Preço: R$ 6,00 inteira/ R$3,00 meia
Horário: de terça a domingo, das 10h às 17h (sujeito a alteração em dias de jogo)

Inaugurado há um ano, o Museu do Futebol, localizado no estádio do Pacaembu, vem colecionando elogios de todos aqueles que se interessam pela história do esporte mais popular do País. Para comemorar a data, houve uma série de eventos no local, que naquele dia fechou somente às 22h, a entrada foi gratuita e houve um mini festival com a apresentação de cinco curtas-metragem: "Coração Pontepretano", "Fiel Torcida", "Juventus-Rumo a Tóquio", "Loucos por Futebol" e "Unido Vencerás".

Mas não é só em dia de comemoração que há filmes. O público pode contar com apresentações de longas e curtas-metragens todo mês, além de apreciar as diversas exposições temporárias.

Acervo
Andando pelos corredores do museu, fica fácil entender como que o futebol, um esporte de origem inglesa, para brancos e de elite, se tornou em algo popular, independente de raça ou classe social, e parte da cultura brasileira. A ideia é fazer com que as pessoas reflitam sobre o esporte mundial através dos acontecimentos históricos, a partir de temas como: comportamento, evolução da preparação física do atleta, vocabulário e religiosidade, sempre associando o futebol com a história do país.

De acordo com a assessora de imprensa Ariane Ferreira, a ideia de se criar um museu desse tipo, veio do governador de São Paulo: “O governador José Serra percebeu que a cidade, apesar dos muitos memorais de clubes, não tinha um museu sobre esse tema”. A partir disso, as construções começaram e em cerca de dois anos e meio tudo estava pronto. O Pacaembu foi escolhido para abrigar tal obra, segundo a organização, pelo fato de este estádio ser um espaço importante, público e histórico para o futebol.

Tecnologia
Da entrada à saída tudo o que se vê é tecnologia. Telões, retroprojetores, vídeos e áudio, associados com muita imaginação e criatividade fazem do museu um local de visitação para todos os tipos de pessoas: desde as amantes por futebol àquelas que não vêem neste esporte uma paixão. “Pesquisas afirmam que 98% do público sai satisfeito do Museu e afirmando que indicará o passeio até para amigos que não gostam de futebol”, conta a assessora Ariane.

Ouça a opinião de alguns visitantes do museu do futebol: Estevam Sombini, 45 anos, coordenador de Recursos Humanos; Beatriz Moraes, 25 anos, publicitária e André Amaral, 22 anos, estudante de Tecnologia em Controle Ambiental.



 Escrito por Professor às 20h05
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Torpedo de celular avisa usuários do Poupatempo sobre agendamento de serviços



Maria Lúcia Barquilha
Do Jornalismo em Posts

Agências Poupatempo de todo o Estado de São Paulo estão utilizando torpedos como forma de avisar os usuários sobre a data e horário dos agendamentos nos postos. O objetivo da medida é reduzir o número de faltas, que hoje atinge os 35%. “Muitas pessoas acabam se esquecendo e, na data marcada para o serviço, não comparecem aos postos. Isso desperdiça tempo dos nossos funcionários e ainda tira o lugar de alguém que poderia estar sendo atendido” explica Paulo Andrade, gerente dos postos Poupatempo de Campinas.

A ferramenta começou a ser utilizada no dia 2 de setembro e, em Campinas, já avisou 160 usuários, número que deve chegar aos 1.300 no próximo mês. O estudante Rogério dos Santos Mendes foi um deles. Recebeu a notificação no celular um dia antes de ir ao posto. “Já perdi outros agendamentos porque na correria acabei esquecendo. Agora com a mensagem fica mais fácil de lembrar”, afirma.

Nesta primeira fase, apenas os agendamentos para emissão de 1ª e 2ª via de RG serão notificados via celular, mas a estimativa é que isso se estenda para outros setores do órgão. Para receber o torpedo, o cidadão que agendar atendimento deverá informar o seu número para que se estabeleça a comunicação. “O usuário não é obrigado, mas nós pedimos para que ele nos conceda o seu contato para evitar as ausências por esquecimento”, diz Andrade.

Torpedos

As mensagens têm até 140 caracteres e sempre são enviadas um dia antes da data marcada nas agências. São esperados o envio de 18 mil delas por mês, todas ao custo de R$ 0,08 pagos pelo Governo do Estado.

A estimativa é que o índice de faltas caia 19%, repetindo o resultado obtido em 2007, ano em que o sistema foi testado como piloto. Nesta época, 95% dos usuários consideraram a mensagem de aviso útil, e 98% delas avaliaram a ferramenta como boa ou ótima.

Interatividade

Outros canais de comunicação que podem ser acessados diretamente pelos usuários do Poupatempo são o blog, o flickr e também o twitter. Dentre outras informações, é possível saber do andamento de documentos além da lista de serviços oferecidos nas agências de todo o Estado.

Ouça entrevista completa com o gerente do Poupatempo Campinas



 Escrito por Professor às 18h36
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Africanos vencem 26ª edição da Corrida Integração de Campinas



Eduardo Kaye de Almeida Guidini
Do Jornalismo em Posts

Dois africanos, um tanzaniano e uma queniana foram os vencedores da 26ª edição da Corrida Integração de Campinas, realizada no dia 27 de setembro. A largada aconteceu na Praça Arautos da Paz, ao lado do parque Taquaral, às 8h de uma manhã muito quente em Campinas. O vencedor da prova masculina foi o corredor da Tanzânia Martin Hhaway Sulle e a vencedora da prova feminina foi a queniana Eunice Kirwa.

O pódio masculino foi completado pelos quenianos Joshua Kiprugut Kemei e Titus Kipkosgei Bibii, em segundo e terceiro lugar respectivamente, pelo tanzaniano Musenduki Mohamedi Ikoki, em quarto, e pelo brasileiro Joilson Bernardo Da Silva. Já a prova feminina teve em segundo lugar a tanzaniana Sara Ramahiani Makera e completaram ainda o pódio as brasileiras Tatiele Roberta de Carvalho, Maria Lúcia Santos do Nascimento e Rosangela Raimunda do Nascimento.

Os primeiros colocados do masculino e feminino receberam R$ 6.500,00. A prova também premiou com dinheiro e medalha os três primeiros colocados por faixas etárias, que iam dos 18 até os 69 anos. Além do prêmio em dinheiro como incentivo, a Integração também proporcionou aos atletas shows com bandas que tocavam para os corredores manterem a motivação e terminarem o percurso. Os 10 km da corrida foram percorridos em 29min43seg pelo vencedor da masculina e 34min19seg pela da feminina.




O evento tem atraído tanto atletas profissionais quanto amadores, como o estudante de educação física Daniel Moscardini (fotos), de 23 anos. Ele começou a correr porque tinha problema com excesso de peso. Há quatro anos pratica a corrida e perdeu 10 kg. “A corrida dá bastante motivação pra você, tem bastante gente. Pouca gente vai lá pra tentar chegar entre os primeiros. A maioria que corre é por motivação pessoal, pra tentar melhorar sempre”, diz.

Moscardini afirma que é importante que a pessoa que decide participar da corrida não se aventure e corra de qualquer maneira. É preciso uma rotina de exercício para se habituar e saber o limite do próprio corpo. Fora isso, é sempre importante uma boa alimentação e uma boa hidratação. Nesses pontos, a Integração mostra ter uma boa organização. Os atletas têm pontos para beber água por todo percurso e, ao final da prova, recebem algumas frutas para comer.

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 Escrito por Professor às 15h33
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Inadimplência cresce na RMC, mas Acic aposta em melhora nos próximos meses



Udo Fiorini
Do jornalismo em posts

A economia brasileira vem apresentando sinais de melhora e, para muitos, a crise já é coisa do passado, mas a inadimplência está crescendo nos últimos meses na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Conforme o último boletim Avaliação Econômica de Campinas, editado mensalmente pelo departamento de economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), as vendas cresceram no mês de agosto em 5,05%, quando comparadas com o mesmo mês do ano passado, mas a inadimplência, entretanto, subiu 23,61% no mesmo período. Apesar do dado negativo, a avaliação dos especialistas é de que trata-se de um momento de reajuste nas contas dos consumidores e que haverá redução nesse índice.

Laerte Martins, gerente do Departamento de Economia da Acic, explica que normalmente a inadimplência não aumenta junto com a economia. Na verdade, acontece o contrário. Se há mais dinheiro circulando, as pessoas tendem a pagar suas obrigações. “Mas atualmente estamos vindo de uma crise baseada na iliquidez, ou seja, faltou dinheiro no mercado”, explica. O ano de 2008 foi excelente do ponto de vista de vendas, e as pessoas aproveitaram para ir às compras. Mas a crise estourou em setembro do ano passado e pegou os consumidores no contrapé, com a economia em queda e muitas contas para pagar.

“As pessoas físicas que compram a prazo, com pagamentos em carnês mensais, estão se endividando menos. Caiu o numero de compras, e os consumidores estão procurando regularizar suas contas atrasadas. O endividamento recuou, mas aumentou a inadimplência”. A expectativa do gerente da Acic é de que os números de inadimplência sejam menores nos próximos meses, com a chegada do fim de ano, tradicionalmente a melhor fase do comércio.

O professor de Economia da PUC-Campinas José Alex Rego Soares explica que no Brasil o fenômeno é característico. As famílias se endividam para consumir e, por causa da renda baixa, têm pouca margem de manobra quando há problemas na economia do país. Diferentemente das economias européias, japonesa ou americana, em que a renda per capita é muito maior. Na opinião do professor, o fato de o Brasil ter sido escolhido como sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas devem injetar uma quantidade de recursos de investimento e mudar o ciclo de crescimento.



 Escrito por Professor às 22h12
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Exposição em Campinas narra trajetória do MST





Raphaela Ribeiro
Do Jornalismo em Posts

Serviço
O que: Exposição fotográfica “25 anos do MST”
Quando: Até 2 de outubro, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h.
Onde: No MIS, Palácio dos Azulejos, Rua Regente Feijó, 859, Centro – Campinas
Contato: 3733-8800
Entrada gratuita.

O Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas (Palácio dos Azulejos, Rua Regente Feijó, 859, Centro) exibe até o dia 2 de outubro a exposição fotográfica “25 anos do MST”. A mostra celebra o aniversário de fundação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.

Reunindo o trabalho dos fotógrafos Ayrton Centeno, Carlos Ruggi, Daniel de Andrade, Douglas Mansur, Flávio Cannalonga (em memória), Francisco Rojas, João Ripper, João Zinclar e Leonardo Melgarejo, as 25 fotos expostas retratam os principais acontecimentos que marcaram a história do MST.

Melina Rangel de Andrade, militante há 5 anos e organizadora da exposição, conta que, de certa maneira, as fotografias também são usadas como uma forma de denunciar o fato de ainda não termos a Reforma Agrária no Brasil, “as fotos expostas expressam isso, são fotos desde a origem do movimento que trazem uma memória que fortalece a nossa identidade, ou seja, ainda nossos um movimento sem-terra, ainda estamos na luta”, completa.

A ideia da exposição surgiu por meio do próprio movimento, com o apoio do fotógrafo João Zinclar, “foi a questão política que me motivou a fazer a exposição. Apoio o movimento e sou defensor da reforma agrária no Brasil”, diz. A simpatia pelo MST também sensibiliza os demais fotógrafos que acompanham a trajetória dos sem-terra desde sua origem: “eles são militantes que contribuem com a nossa luta através da fotografia”, diz Melina Andrade.

A estudante de Ciências Sociais Thaiza Cristina do Carmo Pedroso, elogiou a diversidade de fotos e fotógrafos. “Eu gostei das fotos porque você percebe que tem um engajamento visual, e que elas fazem parte de um contexto, não só do Movimento Sem-Terra, mas do próprio fotógrafo”, comenta.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra foi fundado em Cascavel (PR), em 1984, por lavradores que decidiram fundar um movimento social camponês, autônomo, que lutasse pela terra, pela Reforma Agrária e pelas transformações sociais. O MST está organizado em 24 dos 26 estados do país, nas cinco regiões. No total, são cerca de 350 mil famílias que conquistaram a terra por meio da luta e da organização dos trabalhadores rurais. O maior espaço de decisões do movimento é o Congresso que ocorre a cada 5 anos, que define as linhas políticas para o próximo período e avalia o período anterior.



 Escrito por Professor às 20h54
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O eterno desafio de conciliar a utopia com o real



Mesa-redonda da noite do dia 13 de setembro da 1ª Jornada de
Estudos de Jornalismo da PUC-Campinas subverteu a ordem dos
discursos e empurrou a discussão para os desafios éticos da carreira

Cleide Elizeu e Renata Oliveira
jornalismoemposts@uol.com.br
Do Jornalismo em Posts

Foto: Artur Araujo

Da esquerda para direita: o professor Reginaldo Moreira,
Joaquim Palhares,
Luiz Gonzaga Mineiro, Rodrigo
Neves, Marcos Cripa e o professor Wagner Geribello

Tudo fora programado para ser um debate sobre convergência de mídias, mas o que menos se falou ali foi sobre isso. O evento, porém, foi um sucesso. A mesa-redonda da noite do dia 13 de setembro da 1ª Jornada de Estudos de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) subverteu a ordem dos discursos e empurrou a discussão para os desafios éticos da carreira, além de proporcionar várias dicas aos recém-formados.

Os convidados Joaquim Palhares, advogado e diretor da Agência Carta Maior; Rodrigo Neves, jornalista e diretor-executivo do Grupo Bandeirantes na região de Campinas; Luiz Gonzaga Mineiro, diretor nacional de jornalismo do SBT, e Marcos Cripa, sub-chefe de jornalismo do SBT e professor de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-São Paulo), fizeram coro em destacar o eterno conflito entre o compromisso com a verdade –com toda a postura crítica aí implícita–, e as “verdades” do poder político e econômico. A mesa contou também com os professores mediadores Wagner Geribello e Reginaldo Moreira.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.


 Escrito por Professor às 19h02
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Reportagem exige do jornalista múltiplos talentos



Conciliar qualidades contraditórias como sensibilidade e rigor são alguns dos desafios que um profissional da notícia enfrenta em seu dia-a-dia

Ana Carolina Moreira e Daiana Andreo
jornalismoemposts@uol.com.br
Do Jornalismo em Posts

Foto: Artur Araujo

Raquel Lima, repórter especial da RAC, em sua mesa de trabalho no Correio Popular: função do jornalista é duvidar sempre

Adrenalina, sensibilidade, franqueza e um insistente ceticismo: esses são alguns dos pré-requisitos para a reportagem de qualidade, segundo os jornalistas Fábio Altman, diretor-executivo da revista Isto É Dinheiro, e Fábio Gallacci e Raquel Lima (foto), repórteres da Rede Anhangüera de Comunicação (RAC). Eles foram convidados para falar de suas experiências profissionais na noite do dia 11 de setembro na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). O evento integrava a 1ª Jornada de Estudos de Jornalismo, realizada pela Faculdade de Jornalismo entre os dias 11 e 14 do mês passado. O tema na ocasião foi “Reportagem e repórteres”.

Em uma primeira avaliação, os atributos de um profissional dessa classe de trabalhadores da notícia parecem e são conflitantes: como conciliar, então, o rigor da franqueza com a compaixão da sensibilidade? É, porém, com a mistura desses talentos tão distintos que os palestrantes mostraram as dificuldades do trabalho de apurar a notícia e de narrá-la nas páginas impressas, respeitando a verdade dos fatos.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.



 Escrito por Professor às 19h51
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A difícil missão de publicar antes sem errar



Profissionais de imprensa expõem na 1ª Jornada de Estudos de Jornalismo os desafios do trabalho de edição

Fabiana Aparecida da Silva
jornalismoemposts@uol.com.br
Do Jornalismo em Posts


Foto: Fabiana Aparecida da SilvaEspírito de equipe, checagem dos fatos, excelência do texto e uma contínua preocupação em selecionar fatos e imagens para um trabalho jornalístico de qualidade: esses são os principais requisitos de um editor, segundo os jornalistas Eduardo Lacerda, Rogério Assis, Flavio Florido e Rossana Lana. Eles compareceram na noite do dia 12 de setembro na sala 800 da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) como parte da 1ª Jornada de Estudos de Jornalismo, realizada entre os dias 11 e 14.

Clique aqui para ver a matéria na íntegra


 Escrito por Professor às 08h53
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A memória viva do rádio campineiro



O radialista Durval Biondi relembra a evolução radiofônica em Campinas

Maísa Urbano
jornalismoemposts@uol.com.br
Do Jornalismo em Posts


Maísa Urbano

Durval Biondi mantém um verdadeiro museu do rádio em casa

Durval Biondi, é campineiro e tem 75 anos. Trata-se de um radialista que acompanhou, no desenrolar de sua carreira, a evolução do rádio na cidade de Campinas. Hoje, Biondi é um dos radialistas com maior conhecimento sobre a evolução radiofônica da cidade. Em sua casa, ele mantém um acervo de discos e fitas cassete com músicas e programas de auditório gravados no Teatro Municipal de Campinas nas décadas de 40 e 50, período conhecido como a época de ouro do rádio, devido aos programas de entretenimento produzidos então. 

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.


 Escrito por Professor às 07h39
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Intelectuais debatem sobre os problemas da ética



Evento do curso de Relações Públicas da PUC-Campinas aborda papel da imprensa na crise política do governo federal


Raquel de Melo
jornalismoempost@uol.com.br
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As denúncias de corrupção na Câmara dos Deputados para a formação de alianças de apoio ao Executivo motivaram o curso de Relações Públicas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) a organizar um encontro, no dia 24 de outubro, para discutir os temas Ética e Corrupção na política nacional. Para compor a mesa, foram convidados Gilberto Nascimento, deputado federal pelo PMDB, Maria Helena Werber, chefe da assessoria de comunicação do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o jornalista e ativista político, Fábio Luis Santos.

Há 24 anos na vida pública, o deputado federal Gilberto Nascimento (PMDB) evitou críticas ao presidente Lula, mas afirmou que, hoje, o modelo de governo é essencialmente de direita. Para ele, a classe política está desgastada e a falta de alianças tem feito o governo caminhar sozinho. "Deveria existir uma agenda mínima para fundir os programas de governo propostos pelos partidos. Isso não aconteceu no governo Lula e daí surgiram as famosas trocas de favores", afirmou. De acordo com o deputado, o modelo econômico brasileiro é perverso porque o Brasil tem de lidar também com uma dívida interna. "Há 10 anos tínhamos uma dívida interna no valor de R$ 63 bilhões e hoje chega a mais de R$ 900 bilhões". Gilberto disse ainda que os brasileiros são escravos de um modelo econômico que elegeu Lula presidente.

O ativista político e jornalista Fábio Luís Santos acredita que a crise nacional é não só política como também moral porque o governo "vem trabalhando de forma conservadora e o Partido dos Trabalhadores não teve forças para mudar, gerando assim uma frustração em massa". Para Fábio, a esquerda brasileira está em crise por diagnosticar erroneamente a realidade nacional. "O capitalismo no Brasil não é suficientemente maduro para fazer uma reforma social e nossa democracia é restrita, como uma espécie de guerra entre as classes sociais" afirmou. Segundo Fábio, o Partido dos Trabalhadores perdeu seu poder de oposição quando se defrontou com o sistema neoliberal que impera nos países capitalistas. "Quem no Brasil realmente quer a mudança social é o trabalhador. A elite é contra nossa nação o que nos leva a crer numa guerra", disse.

Uma questão que chamou a atenção dos alunos de comunicação presentes no debate foi a posição da imprensa em relação aos deslizes dos políticos, principalmente na Câmara dos Deputados. O deputado Gilberto Nascimento atacou a imprensa veementemente e afirmou que "falar da classe política dá Ibope" e que os comunicadores não estão ajudando. Contra a opinião de Gilberto, Maria Helena Weber, defendeu o papel da mídia em todos os aspectos. "A imprensa tem cumprido seu papel na democracia que é o de vigilante. Ainda mais numa crise em que envolveu o trabalho de comunicadores (em referência ao publicitário Marcos Valério). Nunca profissionais da área foram tão comentados e tão criticados nos corredores do Legislativo", afirmou. Maria Helena disse ainda que os escândalos apareceram graças ao trabalho da mídia.

A professora fez também questão de enfatizar que o comportamento antiético na política se deve ao uso do poder. "A dinâmica da corrupção é própria da política, do modo como se faz política. E quem pode mostrar o fato, realmente, é o jornalista, que busca a verdade. Devemos lutar para que não haja corrupção" comentou. Para ela, o poder tem sido usado para beneficiar interesses pessoais.

 Escrito por Professor às 20h22
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Encontro discute panorama do Cinema Brasileiro



Cineastas, produtores, fotógrafos e educadores discutem a nova forma do cinema nacional em encontro realizado em Campinas



Raquel de Melo
jornalismoemposts@uol.com.br
Do Jornalismo em Posts


Que o cinema brasileiro tomou nova forma nos últimos dez anos é fato. Hoje, é fácil reparar prateleiras das videolocadoras exclusivamente organizadas para acomodar os filmes nacionais: é um momento histórico. Esse salto de notoriedade das produções de filmes brasileiros e a conquista da credibilidade de um público até então avesso à própria cultura foram os temas discutidos em Campinas, no dia 8 de outubro, por alguns ícones do nosso cinema: o documentarista Renato Tapajós, o diretor de fotografia, Hugo Kovensky, o produtor executivo, Theodoro Fontes e o diretor e roteirista, Joel Zito Araújo. No encontro, os convidados e palestrantes puderam pôr à mesa questões artísticas, profissionais e comerciais sobre o novo cinema nacional.

O início
Renato Tapajós é considerado uma figura importante no panorama do cinema nacional. Cineasta e documentarista, dirigiu mais de 25 filmes entre curta, média e longa metragens e lecionou cinema no Museu Lasar Segall em São Paulo. Recebeu o prêmio de melhor documentário no Festival Internacional de Cinema de Leipzig, na Alemanha e ganhou o prêmio Glauber Rocha de Melhor Filme na XIV Jornada de Cinema da Bahia com o filme Nada Será Como Antes. Para Renato, hoje parece ser mais fácil fazer cinema. "Após a entrada do presidente da República, Fernando Collor, nosso cinema ficou sem pai nem mãe.

A partir de 1994, com a Lei de Incentivo a Cultura criada na gestão Fernando Henrique, as portas voltaram a se abrir e pudemos trabalhar com mais resguardo. Hoje, a própria televisão a cabo proporciona um espaço considerável para a veiculação de documentários, por exemplo", afirmou. Tapajós alertou ainda sobre as restrições encontradas nas tevês abertas. "As tevês abertas no Brasil encontram-se cada vez mais fechadas", afirmou.

Negócios
Enquanto Renato Tapajós defende a importância da realização de documentários para a informação chegar de fato ao telespectador, a indústria descobriu, desde os anos 80 que a ficção é o melhor negócio. O mercado percebe que o cinema inventado e produzido atrai mais o público. É aí que documentário se vê a espreita.

O diretor de fotografia Hugo Kovensky explica como parte do cinema se transformou por causa do mercado de ficção. De acordo com Hugo, a chegada de novas tecnologias que oferecem aparelhagens mais leves e versáteis foi o grande marco do cinema moderno. "A parte artística, seja do cineasta, seja do diretor de fotografia, como é o meu caso, depende agora das tecnologias que são, necessariamente, interligadas, para que o resultado do trabalho seja homogêneo. Hoje existe um novo panorama tecnológico e cada vez precisamos menos de artistas e mais de equipamentos. É lastimável", disse Hugo, que define sua função de diretor de fotografia como um "trabalho em equipe", no que acrescentou que, a cada novo equipamento lançado no mercado, esse conjunto de profissionais fica menor.

A ficção na realidade
O doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), Joel Zito Araújo, provou que documentário e ficção podem sim ser trabalhados juntos. Também realizador de documentários premiados, como o Negação do Brasil que venceu no Festival Internacional de Documentários, Joel Zito dirigiu o longa de ficção As Filhas do Vento, ganhador de 8 Kikitos no 32º Festival de Gramado de 2004, incluindo melhor filme e melhor direção. O que mais impressiona em seu filme é a ficção descrita e transposta de modo realista, num cenário composto por ambientes reais de uma cidadezinha do interior de Minas Gerais e ainda pelos próprios moradores locais que complementavam a história. "Esse foi meu primeiro longa de ficção em que valeu mais minhas experiências em campanhas eleitorais do que meu título de doutor", explicou. De acordo com ele, durante dois meses toda sua equipe interagiu com o cotidiano da cidade, o que transformou sua ficção na mais pura realidade. Para Joel, Hugo, Theodoro e Renato o cinema brasileiro está cada vez mais às vistas do mundo, mas infelizmente o incentivo por terras tropicais fica a desejar.

 Escrito por Professor às 20h12
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A arte de reportar a guerra



José Hamilton Ribeiro, único correspondente brasileiro na Guerra do Vietnã, relança livro e faz palestra na PUC-Campinas


Maísa Urbano, Mayra Leme e Thaís Fernandez
jornalismoemposts@uol.com.br
Do Jornalismo em Posts


Um sabor de pólvora, terra e sangue. Foi assim que o jornalista José Hamilton Ribeiro, 67 anos, o único correspondente brasileiro na Guerra do Vietnã, descreveu a sensação que sentiu logo após ser ferido no front, em 1968. “Para mim, esse é o gosto da guerra. O Rubem Braga, que cobriu a II Guerra Mundial, disse que o que mais o marcou daquela experiência foi o cheiro de óleo diesel. Para mim, a guerra teve esse gosto, de pólvora, terra e sangue”, afirmou. E foi sobre essa experiência, sobre os desafios de jornalistas que cobrem confrontos militares e para relançar seu livro-reportagem que José Hamilton Ribeiro esteve no dia 30 de agosto na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) palestrando para os estudantes de jornalismo.

O evento integrou a 1ª Mostra de Livros-Reportagem, promovida pela Faculdade de Jornalismo, e que contou também com a presença, entre seus palestrantes, do jornalista Zuenir Ventura e dos professores Celso Falaschi e Luiz Roberto Saviani. José Hamilton Ribeiro promoveu, em sua exposição, o relançamento de O gosto da guerra pela Companhia das Letras. A obra retorna às livrarias com um texto a mais, no qual o autor relata sua volta ao Vietnã três décadas depois.

José Hamilton Ribeiro é um dos mais proeminentes profissionais brasileiros de imprensa. Ele cobriu a Guerra do Vietnã pela revista Realidade, já extinta, que pertencia à Editora Abril. O jornalista conquistou, nos seus 50 anos de profissão, sete prêmios Esso de Jornalismo –o maior da categoria no Brasil–, em 1963, 1965, 1967, 1968, 1969, 1970 e 1977. Em meio século de experiência profissional, ele trabalhou 25 anos na mídia impressa e outros 25 na televisão. José Hamilton Ribeiro já integrou as equipes das revistas Realidade e Quatro Rodas, ele inclusive ajudou a criá-las. Nos jornais, além de ter sido da Folha de S. Paulo, foi editor do Jornal de Hoje, de Campinas, além de vários outros títulos. Na TV, atuou na Rede Globo em uma série de programas, como o Globo Repórter e Fantástico. Atualmente, integra a equipe do Globo Rural. Ainda sobre Campinas, José Hamilton Ribeiro escreveu o livro Senhor Jequitibá (Quinteto Editorial, 1987, 112 págs.), uma homenagem ao seu rosa, jequitibá de 2 mil anos que ornava o paço municipal da cidade e que caiu em janeiro de 1999. Esse livro atualmente está esgotado.

“Ninguém quer morrer, azeitona preta é tingida e geralmente a torneira da esquerda é a quente”, desse modo bem-humorado, Ribeiro iniciou sua palestra. A explosão que o atingiu em 1968, deflagrada por uma mina terrestre, deixou-o sem a perna esquerda. O episódio, contudo, foi narrado de modo engraçado pelo jornalista na palestra: “naquela época, um grande amigo meu da revista Realidade morreu ao cobrir uma peça de teatro, porque ele caiu no bastidor e bateu a cabeça. Pela estatística da Realidade, cobrir eventos culturais é mais perigoso que ir à guerra”, disse, colhendo sorrisos da platéia.

Para José Hamilton Ribeiro, o segredo para se tornar um grande profissional de imprensa é a dedicação. Ele acrescentou que a luta do jornalista começa todo dia e que uma reportagem independe da importância prévia do assunto. Como conselho aos estudantes, ele salientou, com ironia: “uma grande reportagem é igual a um bom começo somado a um bom final, sobre trabalho multiplicado por talento elevado à potência necessária”.

Mas o que leva um jornalista a se tornar um correspondente de guerra? O autor explicou que os motivos são vários e não se excluem. Pode ser pura vaidade, pode ser aventura, pode ser ambição, pode ser o espírito romântico da profissão e pode ser mesmo a soma de todos esses motivos. Sobre a questão da imparcialidade na cobertura desses eventos, José Hamilton Ribeiro acrescentou: “não existe jornalista imparcial numa guerra, pois tendemos sempre a ficar do lado dos mais fracos”. Ele disse ainda que duas coisas eram indispensáveis naquele ambiente hostil do Vietnã da década de 1960: a camisinha e a pistola. “A primeira servia para guardar cigarro, isqueiro, fósforo e os dólares quando precisávamos atravessar algum rio; a segunda serviria para abreviar o sofrimento caso fôssemos capturados pelos adversários”, afirmou.

Citando a jornalista Paula Fontenelle, autora do livro Iraque, A Guerra Pelas Mentes (Editora Sapienza, 205 págs.), José Hamilton Ribeiro disse que o inimigo número um do jornalista é o jornal adversário; o número dois é ele próprio, porque sempre quer fazer a matéria de hoje melhor do que a de ontem.

A proposta de trazer jornalistas que escreveram livros reportagem para dar dicas aos estudantes foi bem-recebida pelos alunos. Segundo o quartoanista da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas, Ricardo Filinto, a troca de experiências com Ribeiro foi muito válida. “José Hamilton conseguiu nos alertar para o fato de termos de observar todos os ângulos de um fato, especialmente em uma situação atípica como uma guerra, do mesmo modo que temos de trazer isso para nosso dia-a-dia na produção de um livro”, concluiu Filinto.

Segundo a diretora da Faculdade de Jornalismo, Cecília Toledo, a 1ª Mostra de Livro Reportagem teve um resultado muito positivo. Ela avalia que tanto o relato de Zuenir Ventura como o de Ribeiro foram muito ricos para a formação dos estudantes. “Os dois enfatizaram muito a importância do repertório pessoal dos alunos e incentivaram a leitura de um modo geral e não apenas de livros técnicos”. A diretora disse ainda que já pensa em diminuir o período da tradicional Semana de Estudos da Faculdade para que possam ser realizados eventos e palestras com maior freqüência. “Percebemos que esta mostra foi muito eficaz e pretendemos promover palestras sobre áreas específicas do jornalismo mensalmente”, concluiu Cecília.

 Escrito por Professor às 08h37
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A história do homem que mudou o fotojornalismo e a arte de captar imagens



Fernanda Castilho, Alessandra Achcar Leanza e Marcos Aurélio Besse
Do Dossier Bresson


Henri Cartier-Bresson foi um dos maiores fotógrafos do século XX. Com olhar, mente e coração abertos para registrar as imagens ao redor do mundo, Cartier-Bresson revolucionou o universo da fotografia e do fotojornalismo por meio da construção de imagens de impacto, coberturas de guerra e retratos de pessoas famosas ou anônimas. Bresson é lembrado como o fotógrafo que pintava com a luz porque foi mediante seus enquadramentos precisos e a perfeita escolha do momento que suas fotos ficaram conhecidas. 

Ele morreu em agosto deste ano, e a classe de jornalismo on-line da PUC-Campinas preparou essa pequena homenagem para ele.

(Clique aqui para ver o site)


 Escrito por Professor às 22h13
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